SEGREDOS DE OUVIDO

Eu não sei como te hei-de contar.
É um segredo bem guardado.
Não queres entrar?
Vem ouvir o mar dentro do meu ouvir.
Não sei contar, sei só dizer.
Ir dizendo, sem compromisso e sem nisso meter grande intenção.
Foge-me o medo de fugir quando olho para tanta letra que se quer escrever. Tanto querer.
Tanto querer que me quer ter e eu a fugir da fuga e do medo de não ir e digo só que não sei.
É melhor vires tu.
É melhor sentares-te aqui na berma do meu passar adiado.
Podemos fazer hojes e ver a mesma luz varada pelo mesmo sim, pelas mesmas verdades.
Se eu te disser que morri no dia ontem do mês que passou,
não vais acreditar em quem te toca e partes em silêncios.
Apareceu um dia um cão e nem ladrou de sentir frio do arrepio de te ver nessas ausências.
Era eu, se acreditas.
Deixei-te a marca de nunca te ter mordido nem de amor.
Eu sei.
Eu nunca soube contar.

6 comentários:

Xury disse...

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Ah, saudade boa esta de te ler e reconhecer-te.
De te encontrar, revista e aumentada, com escritos cada vez melhores.
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Ana disse...

Olá Xury
Que bom ver-te por cá. Tudo começou com um pequeno mundo na mão e um lábio ferido de silêncios. Saudade tenho eu de te ler.
Beijinho.

ana disse...

Gosto muito deste texto. sem duvida um local a visitar.

santiago santos

www.cadillac-obsceno.blogspot.com

Ana disse...

Como já disse antes, fico muito contente que alguém que escreve tão bem leia o que eu escrevo...

Adriana disse...

Ana...lindos...pq representam sentimentos q as vezes ñ sabemos demostrar ainda + a pessoas imaginamos e idealizamos!!!Parabéns... Adriana (Dri)!

Ana disse...

Oi Dri
Obrigada.
Que o que idealizas se torne realidade.
Beijinho